Coma
Na confusão das luzes dos carros não consigo distinguir a música que ouço
Um grito que agoniza dentro de mim tenta se libertar, mas não consegue
Pergunto sobre minha vida as velhas árvores que conhecem a História do Mundo. Elas sabem as respostas de que preciso, mas não podem dizer, pois esta não é sua função.
De repente uma encruzilhada... Um trágico encontro...
Luzes e metal se abraçam e se entrelaçam como uma só massa brilhante... e nossos olhos se cruzam...
Não te via, mas agora te vejo... Não te conhecia, agora te conheço...
A principio seu manto negro me assusta, mas logo minha atenção é desviada para a agitação que eu já não posso mais participar.
Lágrimas e gritos são derramados de rostos desesperados...
Vejo meu corpo nas ferragens coberto por um manto vermelho e viscoso.
Não sei por onde você me leva, não consigo ver nada a não ser um caminho que não leva a lugar algum... Só sei que uma brisa gelada passa por mim e me arranca calafrios intensos.
Depois de andar por lugares que nunca fui, volto ao local de onde saímos...
Volto para meu corpo debaixo do manto vermelho e os calafrios aumentam... se misturando com a dor de saber que estou de volta... Minutos depois me vejo em um quarto de hospital...
Estou em coma...
21/06/1991
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